A Disney inicia uma nova fase estratégica com a recente promoção de Dana Walden ao cargo de presidente e diretora criativa das propriedades intelectuais do estúdio. A executiva chega à posição com uma missão clara: acelerar os processos criativos e operacionais da Casa do Mickey, tendo a Inteligência Artificial como uma de suas principais aliadas.
De acordo com um artigo publicado pela Variety, que detalha tanto a ascensão de Walden quanto a contratação de Josh D’Amaro como novo CEO do conglomerado, dois objetivos centrais guiam a atuação da executiva como co-líder da empresa. O primeiro é a incorporação direta da IA nos processos de produção cinematográfica, enquanto o segundo envolve o fortalecimento e a ampliação da receita do negócio de streaming, área considerada estratégica para o futuro da Disney.
Embora o uso de Inteligência Artificial possa parecer um movimento recente, a prática já vem sendo explorada internamente pelo estúdio. Um exemplo disso é a parceria firmada entre a Disney e a OpenAI, que concede liberdade para que funcionários utilizem ferramentas como o ChatGPT com o objetivo de “desbloquear novas possibilidades na narrativa imaginativa”, segundo a própria empresa.
No novo cargo, Dana Walden será responsável por supervisionar tanto as operações voltadas ao cinema quanto ao streaming. Além disso, ela terá papel ativo no desenvolvimento e na supervisão criativa de algumas das principais marcas do grupo, incluindo Pixar, Marvel Studios, Star Wars e 20th Century Studios, entre outras.
Para assumir a função, Walden firmou um acordo que prevê uma remuneração inicial estimada em US$ 24 milhões. A executiva está programada para iniciar oficialmente suas atividades no novo posto a partir de 18 de março, marcando o início de um capítulo que pode redefinir os rumos criativos e tecnológicos da Disney nos próximos anos.

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