Final de Stranger Things aposta em escolhas, sacrifício e deixa futuro de Eleven em aberto

Final de Stranger Things aposta em escolhas, sacrifício e deixa futuro de Eleven em aberto

ALERTA DE SPOILERS!!

Após quase uma década no ar, Stranger Things chegou oficialmente ao fim com o lançamento do episódio final da quinta temporada, disponibilizado pela Netflix na virada do ano. Com estrutura de longa-metragem, o capítulo derradeiro encerra a batalha contra Vecna e responde — ainda que de forma ambígua — à maior pergunta dos fãs: o que realmente aconteceu com Eleven.

O episódio coloca o destino do mundo nas mãos do grupo de Hawkins. A ameaça atinge seu ápice quando Vecna tenta fundir o Abismo com o mundo real, tornando o Mundo Invertido cada vez mais instável. A missão final envolve derrotar o vilão, salvar Holly Wheeler e destruir definitivamente a dimensão sombria que assombra a cidade desde o início da série.

Sem conseguir enfrentar Vecna apenas no plano mental, Eleven toma a decisão mais arriscada de sua jornada: atravessar o Mundo Invertido e alcançar o Abismo, local de origem do Devorador de Mentes. Nesse momento, a série revela uma virada importante na mitologia: Vecna nunca esteve totalmente no controle da colmeia, sendo manipulado desde a infância pela entidade que acreditava comandar.

O confronto decisivo acontece simultaneamente em dois planos. Enquanto o grupo de Hawkins enfrenta o Devorador de Mentes, Eleven confronta Vecna diretamente. A virada surge com a ajuda de Will Byers, que utiliza sua conexão com a colmeia para enfraquecer o vilão. O golpe final, porém, vem de forma inesperada: Joyce é quem mata Vecna definitivamente, encerrando a maior ameaça da série.

Com a derrota de Vecna, entra em ação o plano para destruir o Mundo Invertido. É nesse ponto que ocorre o momento mais controverso do episódio. Eleven aparentemente decide ficar para trás, permanecendo na dimensão quando a matéria exótica que a sustenta entra em colapso. A explosão sugere que ela morre junto com o Mundo Invertido.

A série, no entanto, evita uma confirmação direta. No epílogo, ambientado em 1989, Mike aponta inconsistências nos eventos finais e levanta a hipótese de que Kali (008) pode não ter morrido como se acreditava. Segundo essa interpretação, Kali teria ajudado Eleven a escapar por meio de projeções psíquicas, fazendo com que o desaparecimento da personagem fosse apenas uma ilusão.

Apesar da escala da batalha, nenhum dos protagonistas morre no episódio final. O salto temporal mostra a formatura da turma de Hawkins, com Dustin discursando sobre união e comunidade. O grupo se reúne uma última vez para uma partida de Dungeons & Dragons, simbolizando o fim de uma era antes de cada um seguir seu próprio caminho.

Entre os adultos, Hopper reassume o cargo de chefe de polícia e pede Joyce em casamento. O casal decide deixar Hawkins e se mudar para Montauk, referência direta ao conceito original da série antes de se chamar Stranger Things.

O desfecho da série dividiu opiniões. Parte do público elogiou o encerramento emocional e a amarração dos arcos dos personagens, enquanto outros consideraram o final apressado e com pouco impacto narrativo.

Um ponto, porém, foi praticamente unânime: a trilha sonora. O episódio final contou com músicas de Prince, David Bowie e Fleetwood Mac, com destaque para “Purple Rain”, que reforçou o tom de despedida e marcou emocionalmente o adeus à série.

Todas as temporadas de Stranger Things estão disponíveis na Netflix.


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