O Poderoso Chefão, que completa 50 anos de seu lançamento original nos cinemas em 2022, é altamente reconhecido como um dos melhores filmes já realizados em toda a história do cinema. O longa dirigido por Francis Ford Coppola é recheado de momentos memoráveis, daqueles que ficam realmente marcados na memória de seus espectadores após o fim da projeção, seja isso por conta de detalhes como a fotografia, os diálogos, as atuações, etc.
Dito isso, hoje nós relembraremos cinco momentos de O Poderoso Chefão que, mais do que cenas de um filme propriamente ditas, são verdadeiras aulas de cinema!
“Eu acredito na América!”
Começando pelo começo, temos a cena de abertura do filme, uma das melhores da história do cinema. Nela, Don Vito Corleone, personagem interpretado de forma magnífica por Marlon Brando, recebe em seu escritório, no dia do casamento de sua filha, indivíduos que vem lhe pedir favores (o que o leva a ser conhecido pela alcunha de “O Padrinho”). Aqui, Francis Ford Coppola estabelece todo o clima que definirá o seu filme daquele momento em diante, deixando claro quem são aqueles personagens e qual o tipo de história seus espectadores estão diante.
Uma oferta irrecusável
“Eu vou lhe fazer uma oferta que ele não poderá recusar”, afirma o patriarca da família Corleone para um dos seus apadrinhados que vem lhe pedir um favor, em um dos diálagos mais lembrados do longa e de toda a história do cinema. Tratando-se esse de um cantor que foi recusado para estrelar um filme, que poderia lhe trazer o sucesso desejado em sua carreira artística, para convencer o relutante produtor a escalar seu apadrinhado, Corleone prepara uma surpresa chocante para o homem: a cabeça decepada de seu próprio cavalo (que o homem se orgulhava por tratar com todas as pompas e circunstâncias possíveis) em sua cama quando ele acorda. Uma oferta não muito agradável, de fato.
A Iniciação de Michael
No início de O Poderoso Chefão, Michael Corleone, o personagem de Al Pacino, afirma que se manterá longe dos negócios da família, com aspirações em seguir uma carreira na polítca, como é o desejo de seu próprio pai. Porém, chega um momento da trama em que ele deve aceitar o seu destino como um Corleone, sendo convocado para a realização de um “serviço” em nome da família. Uma das mais violentas sequências do filme, a cena do restaurante representa a iniciação de Michael no mundo da máfia e como futuro líder da dinastia que ele faz parte. Desse momento em diante, o que veremos é uma mudança drástica na jornada moral desse personagem, que nunca mais será o mesmo.
Batismo de sangue
Nessa sequência memorável, enquanto Michael Corleone participa do batismo de um dos seus sobrinhos, os líderes das famílias mafiosas rivais dos Corleone são assassinados um por um, por ordem dele mesmo. A montagem da sequência é genial por intercalar as mortes explícitas com os juramentos religiosos proferidos por Michael, onde ele chega a afirmar que renunciará a satã. Vale ressaltar aqui também o brilhante trabalho do compositor Nino Rota na trilha sonora, que adota tons mais macabros para causar o clima necessário para uma sequência como essa.
O novo Chefão
Na cena derradeira do filme, vemos Michael ser chamado de Don Corleone pela primeira vez após ele assumir o lugar de seu pai como líder da família. Aqui o mocinho que o personagem de Al Pacino era no início do filme, sai de cena para dar lugar a um novo poderoso Chefão, para o desagrado de sua esposa, que observa a cena com um olhar de total desaprovação. Um clímax perfeito e extremamente condizente com o desenvolvimento de personagem atribuído a Michael ao longo da projeção.
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